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The Ágile Daily Post

"O pessimista reclama do vento, O otimista espera que ele mude. O Sábio ajusta as velas"
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Planejamento a longo ou curto prazo?

aviao sem plano de voo


Vamos considerar aqui a necessidade de um planejamento de curto prazo. A experiência nos tem demonstrado que, diante de turbulências e situações adversas que ameaçam nosso negócio, a decisão mais acertada para o momento é planejar.

O exercício do planejamento nos força a repensar várias atitudes e modelos que continuamos adotando para o nosso negócio e que não contribuem em nada para modificar o cenário atual. Então, monte um plano de vôo de curto prazo. Minha sugestão para este momento é a construção de um planejamento para 06 meses.


“Se você falha em não planejar, está planejando falhar.” Lair Ribeiro.


Entenda que, a questão do tempo aqui sugerido, vai agir como um fator psicológico e até motivador para que suas ações sejam executadas e as metas alcançadas. Defendemos a tese de que, para este momento em que precisamos fazer manobras rápidas, não há que se falar em planejamento de longo prazo que tende a se perder em seu próprio curso.

Não estique muito sua visão, pois, em tempos incertos, tudo pode mudar rapidamente e, com um planejamento de curto prazo, qualquer situação que modifique o curso de seu negócio para melhor ou para pior poderá ser considerada sem que seu plano seja prejudicado no todo. Adote esta estratégia.

 

Augusto Reis é Professor, Economista, Consultor e Diretor de Projetos na Ágile Consultoria.

“Onde está o Comandante?”

Airbus_Nova_York_imp_16-01

Chesley, comandante do vôo US Airways 1549, que diante de um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova Iorque, em 2009, orientou toda uma tripulação para que os 155 passageiros a bordo não entrassem em pânico devido a um pouso um tanto quanto diferente, obteve sucesso por sua habilidade em comunicar-se com toda equipe a bordo, tranquilizando-a, direcionando-a e assumindo toda a responsabilidade.
Ele estava lá.

 


Não é à toa que o comandante do avião, durante uma turbulência ou um pouso de emergência, sempre da aquele “oi” – com aquele “ar” de confiança – a todos só para dizer algumas palavras que, para quem está voando pela primeira vez, pode ser a tranquilidade de saber – mesmo com certeza – que há alguém no comando daquilo tudo. “Ufa, o comandante está aqui! Não vamos morrer!”.

Será por isso que a frase a seguir é tão impactante?

“Olhe para trás. Se ninguém o estiver seguindo, você não está liderando; apenas passeando”.

Boa, não é?

Pensando neste contexto, como está sua empresa? Tem ou não tem um comandante? A visão, missão, meta, objetivo já foi elaborada por escrito e comunicada com clareza a cada funcionário?

“Você comunica com clareza a visão da empresa a sua equipe ?”

E você, lidera ou esta passeando?

Muitos empresários e gestores falham em não comunicar adequadamente a visão – ou qualquer outro nome de mesmo significado – da empresa aos funcionários. O que acontece é que se depois eles não seguirem nenhuma de suas diretrizes, não será nenhuma surpresa. A comunicação falhou.

Os gestores e líderes têm a responsabilidade de garantir que todo membro da equipe saiba como chegar onde desejam, como está a situação atual e como fará para reverter ou continuar adiante. Ao mesmo tempo, devem praticar o que pregam e serem os primeiros a seguir o que foi combinado. São eles que puxam a fila, tomam a iniciativa e sofrem as consequências. Boas ou ruins.

Quando a equipe toda abraça uma diretriz ou segue um mesmo curso, acontece o surpreendente, ela começa a gerar resultados com maior entusiasmo, unidade e eficiência; assim os serviços são aprimorados e os clientes logo notam que sua equipe está mais motivada e focada, aumentando as vendas, a produtividade e os lucros. Pense nisto!

Comunicar e saber comunicar faz parte do trabalho e muda o resultado, como mudou o de Chesley!

Seja um comandante atuante e não deixe que sua equipe, em nenhum momento, na turbulência ou na calmaria, venha se perguntar: onde está o comandante?

 

Luiz Octávio Reis é Consultor Corporativo na Ágile Consultoria, Administrador pela PUC-PR, Especialista em Gestão Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas.

SUA ESTRATÉGIA JÁ ERA! MUDE!

mude - peixe

 


 

Em 1886, David vendia livros de porta em porta, bairro por bairro. O mercado não estava bom e apesar de sua simpatia para com as “senhorinhas” que lhe atendiam David não estava satisfeito com seu desempenho. Foi neste momento que, OBSERVANDO seu PÚBLICO ALVO, resolveu MUDAR, incluindo um NOVO ATRATIVO de vendas: negociar livros oferecendo um perfume como brinde. SUCESSO! Em pouco tempo o presente tornou-se MAIS procurado do que seus livros, e, APROVEITANDO o momento, David resolveu MUDAR sua ESTRATÉGIA abrindo uma empresa de perfumaria que viria a crescer muito.

O exemplo de mudança acima é somente um dentre vários que encontramos mundo afora.

Por que David mudou sua estratégia? R: Porque o mercado estava ruim e ele mesmo não estava satisfeito.

E se David insistisse somente nos livros, será que teria sucesso? R: Não sabemos, mas a verdade é que ele não estava satisfeito, viu uma oportunidade e mudou. Pensou fora da “casinha”, como se diz na gíria.

Talvez o investimento de David nos brindes diminuiu sua margem de contribuição mas a visão de mercado entendendo o público alvo fez com que as vendas disparassem, e como consequência, viesse a mudar até de ramo.

Mas voltando a nossa realidade, pense bem em sua atual estratégia. Ela não pode ser mais a mesma de 2014 nem muito menos a de 2015.

Neste ano tudo deve ser diferente, sua visão, sua energia, sua atitude, sua estratégia.

Será que teremos sucesso se continuarmos a vender somente livros?

David mudou porque sua estratégia estava ultrapassada.

Mude você também. Agora!

Sua estratégia já era!

Ah, David McConnell foi o fundador da AVON.

 

Luiz Octávio Reis é Consultor Corporativo na Ágile Consultoria, Administrador pela PUC-PR, Especialista em Gestão Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas.

Que esta “chama olímpica” não passe por aqui.

tema dezembro


Em meados da crise na Grécia, alguns anos atrás, já se dizia que o grande causador de todas as dívidas e dificuldades do governo Grego em honrar suas contas se dera em função, também, das Olimpíadas de Atenas realizadas em 2004. O governo financiou grande parte do total gasto para a realização dos jogos, algo em torno de R$ 21bilhões, pois esperava obter melhores resultados a longo prazo advindo das olimpíadas, o que não aconteceu.

(Alguma semelhança com o Brasil? Espero que não.)

Os jogos se foram e o que viu-se na época foi muita corrupção, contratos superfaturados, aumento dos gastos em segurança – em função dos atentados de 2011 nos EUA -, arrecadação (dos jogos) pífia, contas e mais contas públicas para pagar e estádios e ginásios abandonados (foto) ao longo dos anos. A economia, que já era uma das mais pobres da U.E., encolheu e quebrou.

(Alguma semelhança? Tomare que não.)

Pois bem, hoje a Grécia está em recessão por quase uma década. Tem uma das mais altas taxas de desemprego do mundo, 25%. A dívida pública do país já esteve em 144% do PIB (dados de 2011). A economia ainda está dependente da U.E. e não tem ao menos sinais de recuperação. Uma catástrofe.

Alguma semelhança com o Brasil?

Ainda não.

Apesar de sabermos que a Grécia falida teve seus deslizes em função das Olimpíadas de 2004 nada se compara ainda com o que estamos vivenciando no Brasil pós Copa do Mundo. “A situação do Brasil ficou ruim, vai se intensificar, mas está longe da que muitos países europeus enfrentam neste momento”, disse Ekkehard Ernest, economista chefe da Organização Mundial do Trabalho, com sede em Genebra.

Na Espanha a taxa de desocupação em 2015 é de 22%. Em Portugal 12%. A do Brasil deve chegar aos 10% ainda este ano.

Por isso que a semelhança ainda é inexistente com relação a Grécia e também, por que não, à Espanha.

O Brasil tem forças para se reerguer devido a vários bons fatores que vimos e que ainda estão para acontecer: criação de novas empresas que precisam se sustentar, investimentos estrangeiros que não podem se perder, população economicamente ativa maior que idosos e crianças, ajustes fiscais que deverão vir em 2016, fortalecimento da indústria local com alta do dólar, melhoria da qualidade de mão de obra, dentre outros fatores positivos que estes países europeus não tiveram a oportunidade de experimentar por longos anos.

Enfim, assim como a Grécia teve em seus jogos a oportunidade de fazer bonito mas falhou, não vamos deixar que esta “tocha” passe por aqui, fazendo com que a semelhança, hoje ainda inexistente, seja uma péssima coincidência.

Vamos em frente.

 

Luiz Octávio Reis é Administrador pela FGV, Consultor/Diretor da Ágile Consultoria.

Voltar a praia ou furar as ondas?

 

blog 2


Gestores comerciais, diante de suas equipes, estão acostumados a agir como um piloto de um avião que, ao entrar em uma turbulência pede aos passageiros que apertem os cintos até que esta cesse e tudo volte ao normal.

Inegavelmente estamos enfrentando uma adversidade econômica talvez jamais experimentada por alguns profissionais que atuam na gestão comercial de organizações, sejam elas industriais, comerciais ou prestadores de serviços. E, neste momento, o que estamos experimentando vai muito além de uma simples turbulência de mercado. Estamos diante de um cenário, no qual os indicadores comerciais caíram e precisam ser recuperados para que a empresa possa respirar resultados. Para este momento, não há outra alternativa que modifique a performance de uma organização, senão o incremento em vendas. E nós, gestores comerciais, temos a responsabilidade de dar a ordem e a direção para este avanço. É como um comandante de um navio. Enquanto ele não ordenar: “precisamos virar 0,3 graus à esquerda”, o navio não realiza tal manobra.

Assim, todo executivo, que tem a responsabilidade sobre uma equipe comercial, precisa tomar uma decisão:

É como ter conseguido entrar mar adentro e neste momento as ondas começam a bater muito fortes. Ou deixo as ondas me levarem novamente à praia e recomeço, ou furo as ondas e sigo em frente.

Não deixe sua equipe comercial se contaminar com o momento atual. Faça um pacto com todos seus liderados! Furem as ondas!

Augusto Reis Junior é Consultor/Diretor da Ágile Consultoria